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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O RENASCIMENTO DO IMPÉRIO ROMANO

TEMA: ESCATOLOGIA BÍBLICA – PARTE 5
ASSUNTO: O RENASCIMENTO DO IMPÉRIO ROMANO
INTRODUÇÃO
  "O renascimento do Império Romano não é uma hipótese. Se ao término da Segunda Guerra Mundial, parecia ele utopia numa Europa humilhada e destruída, hoje mostra-se mais real do que nunca. Não importa o nome que se lhe dê: União Européia ou Novo Império Romano. O terrível animal, visto por Daniel, acha-se prestes a pisar e a despedaçar a quantos se lhe opuserem. Esse reino que não terá paralelo na história dos grandes impérios, devido a sua maldade, dará todo o suporte político, econômico e religioso ao Anticristo, a fim de que este venha a dominar o mundo todo.
   O Senhor Jesus, porém, o abaterá, reduzindo-o a um monturo. O Rei dos reis e Senhor dos senhores não tolerará a soberba do inimigo.
   A Europa reunificada, por conseguinte, não é um mero fenômeno político, mas o cumprimento da profecia bíblica. É o que veremos neste estudo.
I.     A ORIGEM DO IMPÉRIO ROMANO
   Fundada em 753 a.C., foi a cidade de Roma estendendo-se até assenhorear-se dos mais distantes e desconhecidos reinos. Seus domínios iam da Europa à Babilônia, englobando o norte da África e o Oriente Médio.
   Em 66 a.C, as forças romanas chegaram à Terra Santa. Comandadas pelo general Pompeu, conquistaram o território israelita e subjugaram Jerusalém. Mostrando nenhum respeito ao vencido, Pompeu invade a Casa de Deus, escarnece dos ministros do altar e profana o Santo dos santos.
   O terrível animal começava a exibir suas garras.
II.  O IMPÉRIO ROMANO NA BÍBLIA
1.             A profecia de Moisés. A Europa era praticamente desabitada, quando Moisés profetizou a ascensão de Roma como a grande opressora dos filhos de Israel: ‘O SENHOR levantará contra ti um a nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; nação feroz de rosto, que não atentará para o rosto do velho, nem se apiedará do moço’ (Dt. 28.49,50).
   Foi exatamente isso que aconteceu no ano 70 de nossa era, quando os exércitos romanos, comandado por Tito, destruíram Jerusalém, derribaram o Santo Templo e dispersaram os poucos judeus que sobreviveram à ira romana.
2.             A profecia de Daniel. ‘Em duas ocasiões distintas, o profeta Daniel refere-se tipologicamente ao Império Romano. No capítulo dois, descreve ele a aparência exterior deste; ao passo que no capítulo sete, revela sua índole e caráter.
a)      Sua aparência exterior. ‘E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará’ (Dn.2.40).
b)      Seu caráter. ‘Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o quarto tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas’ (Dn. 7.7).
   No capítulo 13 de apocalipse, o Império Romano é mostrado como a base para os dois representantes de Satanás: A Besta e o Falso Profeta. Veja como as profecias de Daniel acham-se em perfeita harmonia com as de João.
III.  TENTATIVAS DE SE ERGUER O IMPÉRIO ROMANO
 Não foram poucas as tentativas de se ressuscitar o Império Romano. O que dizer do Sacro Império Romano Germânico? Ou das tentativas da Igreja Católica em ocupar o espaço deixado pelos imperadores de Roma?
       No início do século XIX, o imperador francês Napoleão Bonaparte, à frente de um formidável exército, saiu a unificar uma Europa retalhada por ódios e nacionalismos irreconciliáveis. Ele, porém, fracassou como haveria de fracassar Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.
   Se por um lado, ostenta a Europa a dureza do ferro; por outro mostra ser tão frágil quanto o barro. Além do mais, como pode o ferro unir-se a barro?
IV.  O IMPÉRIO ROMANO NA ERA ESCATOLÓGICA
   Que ninguém se engane! A era escatológica já chegou. E uma de suas maiores evidências e o ressurgimento do Império Romano que, desta feita, terá as seguintes características:
1.      Apesar das aparências estará cronicamente dividido. ‘E como os artelhos eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outro será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado ao barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro’ (Dn. 2.42,43).
   Houve um tempo na Europa que, não obstante o parentesco de seus monarcas, estavam estes sempre em guerra. Foram-se quase todos os reis, e veio a União Européia; a situação, porém, em nada foi alterada. Os ingleses continuam a não aturar os franceses, que desconfiam dos alemães, que não se dão com os italianos, que não aturam os espanhóis...
   É justamente sobre bases tão frágeis que está sendo construído o Novo Império Romano.
2.      A formação administrativa do Novo Império Romano. Tanto Daniel como João mostram o Novo Império Romano construído a partir de dez unidades (Dn.2.41, 42; Ap.13.1). Pensava-se, de início, que seria ele formado por apenas dez nações. Hoje, porém, já são 25 os países que formam a União Européia. Como entender esta aparente contradição?
   Na verdade, não são dez países; e, sim, dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. Logo, o Novo Império Romano ocupará não somente a Europa, mas também o norte da África e o Oriente Médio. Por conseguinte, cada região administrativa será composta por mais de um país.
3.      O objetivo do Novo Império Romano. Terá o Novo Império Romano, por objetivo, sustentar o governo que Satanás, através da Besta e do Falso Profeta, implantará no mundo logo após o arrebatamento da Igreja. De acordo com Apocalipse 13, o domínio do Anticristo abrangerá tanto a economia e a política como a religião. Todavia, este reino não subsistirá; Cristo fará dele um monturo.
4.      A destruição do Novo Império Romano. Ainda que o Império Romano se reerga, Cristo o destruirá. Nosso Senhor é aquela Pedra que, sem esforço humano, abateu-se sobre a estátua vista por Nabucodonosor (Dn.2.34,35,44).
   Daniel continua a descrever a ruína do Novo Império Romano, agora mostrado como aquele animal terrível: ‘Estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimando pelo fogo’ (Dn.7.11). Por quem foi o animal morto? Pelo Filho de Deus! E, assim, recebe o Senhor Jesus o poder, a glória e a majestade.
CONCLUSÃO
   Por mais poderosos que se mostrem os reinos deste mundo, não subsistirão ante a soberania divina. Roma dominou nações e reinos; pisou os mais aguerridos povos e humilhou os mais altivos soberanos. Mas nada poderá fazer contra o Senhor Jesus. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
   Não tarda o dia em que o Império Romano, base do governo do Anticristo, haverá de prestar contas a Deus por todos os seus pecados e iniqüidades. Ainda que renascido, não subsistirá.
   Senhor Jesus, quem poderá subsistir ante o teu poder? Que a honra, a força e a glória sejam-te tributadas para todo o sempre. (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Lições Bíblicas - Jovens e Adultos (Mestre): Vem o Fim, o Fim Vem - A doutrina das últimas coisas. CPAD, 4º trimestre de 2004, p.40-43).

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